O Pai que faz a diferença
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Prezados irmãos e leitores,
Ser pai é um grande privilégio, mas também uma imensa responsabilidade (Gn 17.6-8). Não basta gerar filhos, é preciso fazer grandes investimentos na vida deles para educá-los e prepará-los para a vida. Muitos homens tornam-se famosos e alcançam o apogeu do sucesso na carreira profissional, mas poucos têm êxito no recôndito do lar. A paternidade responsável é um grande desafio ainda hoje (Pv 22.6). Vamos observar, à luz da Palavra, alguns princípios importantes para os pais, nesse dia deles.
Em 1º lugar, um pai que faz diferença é alguém que é um exemplo para os filhos – Antes de um pai ensinar os filhos, ele precisa viver o que ensina. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única eficaz. Antes de inculcar nos filhos a verdade, o pai precisa ter essa verdade no coração. O pai não pode apenas ensinar o caminho aos filhos, mas ensinar no caminho. O pai é um espelho. Precisamos de pais que sejam modelo de honestidade, de piedade e vida cheia do Espírito.
Em 2º lugar, um pai que faz a diferença é alguém que encontra tempo para os filhos – Quem ama prioriza. Quem ama encontra tempo para a pessoa amada. Um pai jamais pode sacrificar o importante no “altar do urgente”. Tudo à nossa volta tem o apelo do urgente. Mas, nem sempre o urgente é importante. Os filhos são importantes. Eles merecem o melhor do nosso tempo, da nossa agenda, da nossa atenção. Se um pai está tão ocupado a ponto de não ter tempo para os filhos, ele está ocupado demais. Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. A herança de Deus na vida dos pais não é o dinheiro, mas os filhos. Presentes jamais substituem presença. Os filhos precisam dos pais, mais do que de coisas.
Em 3º lugar, um pai que faz a diferença é alguém que equilibra correção e encorajamento – O rei Davi pecou contra seus filhos, porque não gostava de contrariá-los. O sacerdote Eli é acusado de amar mais os filhos do que a Deus, porém, seu amor não era responsável, pois ele foi conivente com o erro de seus filhos e não teve pulso para corrigi-los.
Deixar de corrigir os filhos é um grande perigo. Porém, a correção precisa ser equilibrada com o encorajamento. Os filhos precisam ser estimulados pelos pais. O elogio sincero e a apreciação são ferramentas importantes na formação emocional dos filhos. Os filhos precisam se sentir amados, protegidos e orientados pelos pais. Correção sem encorajamento é castigo; encorajamento sem correção é bajulação. Ambas as atitudes estão fora do propósito de Deus.
Em 4º lugar, um pai que faz a diferença é alguém que cuida da vida espiritual dos filhos – Não basta dar teto, comida, roupa, educação e segurança aos filhos. O pai precisa prioritariamente conduzir seus filhos pelos caminhos do Senhor (Dt 6.6-9). O pai deve gerar seus filhos não apenas biologicamente, mas também espiritualmente. Um pai que faz a diferença é como o patriarca Jó que intercedia todas as madrugadas pelos seus filhos e os chamava para santificá-los. Precisamos de pais que aspirem não apenas o sucesso profissional dos filhos e invistam não apenas no êxito estudantil deles, mas busquem prioritariamente a salvação de seus filhos. Não basta ter filhos brilhantes, precisamos ter filhos salvos. Não basta ter filhos bem sucedidos profissionalmente, precisamos ter filhos consagrados a Deus. Nossos filhos são mais filhos de Deus do que nossos. Eles devem ser criados para realizarem os sonhos de Deus mais do que os nossos. Eles devem viver para a glória de Deus mais do que para a nossa realização pessoal.
Que neste DIA DOS PAIS, comemorado hoje, você, pai, seja um exemplo para seu filho. Ame a mãe dele, ensine-o a ter uma vida moldada nos princípios contidos na Bíblia a Palavra de Deus e você terá uma descendência próspera e abençoada.
Com sinceros votos de bênçãos, FELIZ DIA DOS PAIS! Sãos os sinceros augúrios de: Clóvis
:: Pastoral do semanário O Arauto (Semana 08/8 a 15/8/2010)

