Louvando a Deus em todo o tempo (Salmo 34)
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Prezados irmãos,
Uma coleção de palavras que usamos na adoração a Deus em nossos cultos e reuniões, praticamente, têm o mesmo significado, tais como: bendizer; glorificar; louvar, ação de graças e engrandecer. Eu chamo esse conjunto de expressões, de: EXALTAÇÃO. Isto é, quando usamos essas palavras, saindo do fundo do nosso coração, estamos colocando Deus, no ponto mais alto de nossa adoração.
Neste salmo, Davi resolve que deve bendizer ao Senhor em qualquer época, em quaisquer circunstâncias; É relativamente fácil ser fiel a Deus enquanto tudo está acontecendo segundo nossa vontade, mas o salmo diz: em todo o tempo, tanto na prosperidade, como na adversidade. Esse louvor ficará nos seus lábios, isto é, falará do assunto para outrem. Sua glória não será em si mesmo, mas somente em Deus (1 Co 1.26-31). O verdadeiro louvor, prestado somente ao Senhor, é uma religião sincera que atrai as outras pessoas a participar do culto.
Uma demonstração da profunda relação que há entre os atos dos homens e os de Deus é condicional. Se o buscarmos, Ele nos livrará; (v 4); se olharmos para Ele, Ele nos iluminará, (v 5); se clamarmos, Ele nos salvará, (v 6); se O temermos, Ele nos cercará de cuidados. Deus quer nos abençoar, mas isto só é possível se nos inclinarmos a Ele.
Quem quer “ver” deve “provar” e, quem “prova”, logo passará a “ver”. Deus passa, então, à prova da experiência: quem confia nEle (v 8), temendo-O (v 9) e buscando-O (v 10), não sofrerá falta alguma (Shedd). O versículo 9 é uma ordem para temermos a Deus. Por extensão, profundo respeito, reverência para com Deus. O horror de agir de maneira a ofender Sua Pessoa ou Suas leis. O temor a Deus leva o ser humano à proteção. “O anjo do SENHOR, acampa-se ao seu redor” (v 7). Quem teme ao SENHOR e O busca de todo o coração, terá fartura de bens materiais e abundância de bens espirituais. Davi introduz seu sermão sobre o “temor do Senhor”. A “língua” e os “lábios” (v 13) e todo o nosso ser (v 14), tem de participar deste temor que nos ensina a evitar o mal (Pv 4.13-15). Só podemos praticar o verdadeiro bem se eliminarmos o pecado das nossas vidas.
Os que são justificados por Deus são Sua possessão particular e estimada, e Ele nunca os abandonará (v 13-15). Terminando o seu sermão, Davi nos ensina que se contrasta a sorte final dos ímpios com a dos fiéis que, tendo fé em Deus, vivem na Sua luz, amando-O e fazendo Sua obra, os quais, depois da morte, são promovidos a um serviço melhor, uma adoração mais pura, e alegrias eternas e verdadeiras (vv 21-22). No (v 18), ele fala que Deus gosta e se coloca perto dos que têm coração quebrantado, o oposto de “pedante, orgulhoso, soberbo”, qualidades natas nas pessoas ímpias. No Salmo 51.19, Davi reconhece que “Deus se agrada dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas…”. Deus gosta do nosso culto Racional, no qual, reconhecemo-Lo como o Senhor de todas as coisas e Lhe oferecemos o nosso próprio coração.
Que neste início de semana, nesta manhã de domingo, estejamos com o coração quebrantado, bem contrito e cheio de amor, ao participarmos da CEIA DO SENHOR, que tem a finalidade de nos trazer à memória o sofrimento de Cristo, mas também a sua vitória sobre Satanás, através da Sua ressurreição. Ao mesmo tempo, somos também lembrados de que o Senhor volta breve, como disse Paulo: “Até que Ele venha”. É um privilégio participar da Ceia do Senhor! Faça-o com alegria, temor e tremor, bendizendo a Deus em qualquer circunstância.
CFavelar.
(Pastoral do semanário O Arauto, Semana 01/11 a 08/11/2009)
