LIBERTAÇÃO [Filipenses 1.19]

Prezados irmãos e leitores,

A epístola de Paulo aos Filipenses foi escrita quando ele estava preso. Mesmo assim, a nota dominante dessa breve carta é a ALEGRIA. É difícil imaginar uma pessoa aprisionada, expressando sua alegria e passando-a a outrem. No início deste capítulo o apóstolo fala de cooperação (v.5,7), que dá a idéia de participação em algo com alguém, onde Paulo e os Filipenses compartilham uma união tanto em sofrimento como também na graça.

O versículo 6 (estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus), denota a segurança do crente. A boa obra de Cristo: (1) começou no passado. Ele nos elegeu pela Graça (Ef 1.4); nos remiu e nos salvou pelo seu sangue (Ef 1.7; Hb 2.3); nos chamou efetivamente (Gl 1.15-16) e nos criou de novo (2Co 5.17). (2) Será completada no futuro: temos a promessa de Jesus (Jo 14.3); conhecemos o Seu poder (Mt 28.18; Jo 17.2) e sabemos o Seu propósito (Jo 17.24). A Boa Obra que Deus começou em seu coração e no meu, há de completá-la, assegurando a nossa entrada no Reino preparado para todos os santos. Portanto, não desfaleçamos, mesmo diante das adversidades. Naqueles dias, o Evangelho era pregado por grupos diferentes. Uns motivados por amor e outros por rivalidade, mas o que importava, era a pregação do evangelho, para libertação das pessoas escravizadas pelo pecado.

Os versículos 19 e 20 insinuam libertação, dando a entender que Paulo deseja se libertar não da morte ou da prisão, mas uma libertação espiritual. Paulo sabia que pelas orações dos crentes de Filipos, ele seria sustentado e libertado no momento certo.

Hoje em dia fala-se muito em libertação. Muitos não entendem nem gostam da palavra. Mas o fato é que todos precisamos de libertação em alguma área da vida. Enquanto aqui estivermos, estaremos sujeitos a toda espécie de tentação e, se não tivermos muito cuidado, cairemos nelas. Você pode até pensar que isso é exagero, mas a verdade é que precisamos zelar pela santificação de vida  e para isso, devemos olhar para nosso interior e tirar de lá, todo e qualquer resquício de imundícia, tais como: mau uso da língua; falta de perdão, desobediência às leis, tanto de Deus como as dos homens; negligência na oração; na leitura da Bíblia; na freqüência aos cultos; na contribuição financeira; no relacionamento familiar e assim por diante. Quando se prega sobre libertação, a ênfase não está sobre possessão demoníaca, nem na escravidão humana, mas na prática de pequenas coisas que, muita vez ocorrem inconscientemente. Davi pedia perdão por todas elas. E nós? Será que temos nos preocupado em  vigiar para não cairmos em tentação? Jesus disse: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). É por causa da fraqueza da carne que precisamos ficar sempre a postos, vigiando e orando sem cessar.

Que o Espírito do Senhor convença-nos diariamente sobre a necessidade de buscar o Senhor enquanto podemos achar e invocá-lo enquanto está perto. Enquanto o Senhor não voltar ainda há tempo. Busque-O e receba a libertação completa. Clóvis.

 

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