A ESCRITURA NA PAREDE – Daniel 5.1-31

Prezados irmãos e leitores,

Estamos no período denominado “Carnavalesco”. O feriado de Carnaval é terça, dia 21. Nesse período, quase tudo pára, exceto os sambódromos, (locais onde se realizam os desfiles das escolas de samba) que têm movimentação intensa durante todo o período. Muitas igrejas, separam esses dias, para retiros espirituais, a fim de fugir das manifestações mundanas e do barulho que elas provocam.

O que é Carnaval? O Dicionário Aurélio o define assim: Período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis (Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. (Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais, e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas).Os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas dedicados a diferentes sortes de diversões, folias e folguedos populares, com disfarces e máscaras; tríduo de momo.

No Capítulo 5 de Daniel, encontramos uma festa com as mesmas características do Carnaval de hoje. O Rei Belsazar, deu um banquete a mil pessoas, regrado de toda espécie de orgia, com muita bebedeira e todo tipo de folguedos. Profanou os utensílios sagrados, os vasos chamados de santos, consagrados, por serem reservados tão-somente para o uso do templo; foram trazidos pelo rei, num espírito de zombaria e de profanação das coisas religiosas. A blasfêmia é provocada pelo álcool, e aqui se brinda aos ídolos, usando-se os cálices do templo.

A resposta divina a esta atitude de sacrilégio é instantânea, e tão milagrosa que até zombadores embebedados são forçados a prestar atenção. (v 5). Um relaxamento da firmeza da espinha e uma tremedeira geral produzida pelo extremo medo, provocaram um estado pavoroso ao rei e aos seus convivas (v 6).É interessante notar que o mais poderoso ditador não agüentaria a mínima revelação da parte mais condescendente da personalidade de Deus.

No auge da festa, Deus fez aparecer uma escrita na parede, onde todos pusessem ver, uma mensagem de condenação, dadas a profanação das coisas sagradas, empregando-as para a concupiscência da carne e para a idolatria, conforme (1 João 2.15-16 e 5.21). O rei e todos os seus convivas, ficaram apavoradíssimos. Queriam saber o que significava a escrita, mas ninguém conseguia lê-la, nem dar o seu significado. A essas alturas, Daniel, já velho e esquecido, foi lembrado pela mãe do rei. Este o fez vir à sua presença. Daniel não só leu como também interpretou o seu significado. A escrita era: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM. A interpretação era: Pesado na balança e achadoem falta. Os dias do rei são numerados e o rei avaliadoem nada. Daniel, antes de ler e traduzir a escrita, não poupa a família real, pelo contrário faz vir à tona todos os seus desmandos e anuncia que o castigo é inevitável. Naquela mesma noite, o rei Belsazar morreu, em cumprimento da profecia de Daniel.

Hoje, não precisamos dizer os males que cada carnaval traz à humanidade. Vidas são ceifadas pelo uso excessivo do álcool, como no caso supra; outras são atingidas pelas drogas, que provocam brigas, acidentes automobilísticos e tantos outros males. A cada carnaval brasileiro, o saldo de mortes, de estupros, gravidez indesejada etc, é maior que o ano anterior. Diante disso, pergunta-se: será que, como crentes, temos sido sal e luz neste mundo tenebroso? Aproveitemos as oportunidades que ainda temos, antes da segunda vinda do Senhor, para testemunhar, evangelizar e mostrar às pessoas perdidas, o caminho certo e único que leva ao céu. Jesus.

O Deus que disciplinou o rei Belsazar, é o mesmo ainda hoje. Na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, ele é o mesmo: ontem, hoje e para sempre”. Ele não se desgasta, não se envelhece, não se corrompe, não dorme nem descansa. O que temos feito ou o que vamos fazer, para mudar essa situação? A única coisa que devemos fazer, é viver o que temos aprendido e passar o mesmo conhecimento para outros. Jesus está voltando e deseja que todos sejam salvos. Falemos de Cristo a tempo e fora de tempo, como fazia o apóstolo Paulo

        Com sinceros votos de bênçãos, este conservo seu e servo de Cristo. Clóvis (Soli Deo Glória).

1 comentário em “ A ESCRITURA NA PAREDE – Daniel 5.1-31 ”

  • daniel escreveu em 18 de fevereiro de 2012, 10:24

    O que guardar a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lá´bios a si mesmo se arruinara. Proverbio. 13.3

    O que fala demais, o mexeriqueiro, a simesmo se arruina, mas o que guarda a sua boca, o que fala pouco o fofoqueiro está sempre em apuro.

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